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MÚSICAS QUE OUÇO Mês de Maio Almir Sater ______________________________ VALE A PENA Blog da Clarissa Blog da Rita Bim Flog da Brasa Centro-Oeste Paulista ______________________________ "A pior forma de solidão é a companhia de um paulista" Nelson Rodrigues ______________________________ Olhos Verdes São uns olhos verdes, verdes, Uns olhos de verde-mar, Quando o tempo vai bonança; Uns olhos cor de esperança, Uns olhos por que morri; Que ai de mim! Nem já sei qual fiquei sendo Depois que os vi! Como duas esmeraldas, Iguais na forma e na cor, Têm luz mais branda e mais forte, Diz uma — vida, outra — morte; Uma — loucura, outra — amor. Mas ai de mim! Nem já sei qual fiquei sendo Depois que os vi! São verdes da cor do prado, Exprimem qualquer paixão, Tão facilmente se inflamam, Tão meigamente derramam Fogo e luz do coração Mas ai de mim! Nem já sei qual fiquei sendo depois que os vi! São uns olhos verdes, verdes, Que podem também brilhar; Não são de um verde embaçado, Mas verdes da cor do prado, Mas verdes da cor do mar. Mas ai de mim! Nem já sei qual fiquei sendo Depois que os vi! Como se lê num espelho, Pude ler nos olhos seus! Os olhos mostram a alma, Que as ondas postas em calma Também refletem os céus; Mas ai de mim! Nem já sei qual fiquei sendo Depois que os vi! Dizei vós, ó meus amigos, Se vos perguntam por mim, Que eu vivo só da lembrança De uns olhos cor de esperança, De uns olhos verdes que vi! Que ai de mim! Nem já sei qual fiquei sendo Depois que os vi! Dizei vós: Triste do bardo! Deixou-se de amor finar! Viu uns olhos verdes, verdes, uns olhos da cor do mar: Eram verdes sem esperança, Davam amor sem amar! Dizei-o vós, meus amigos, Que ai de mim! Não pertenço mais à vida Depois que os vi! Gonçalves Dias ______________________________ Arquivo ______________________________ |
20.8.07
Réquiem
Não mais voltarei a escrever nesse blog.
Exceto para deixar o endereço de um novo blog, ainda em construção.
Postado ao som de lamúrias e soluços
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28.5.07
Casa Própria
- Nossa! Com essa neblina, não fica parecendo filme de terror?
- Fica parecendo Londres...
- Filme de terror. Londres é mais bonita!
- Londres é horrível. É que você nunca foi pra lá.
- Em outra vida eu morei em Londres.
- Isso porque não existiram outras vidas...
- Oi?
- Nada...
- Morei sim!
Postado ao som de Vida Louca Vida, do Lobão
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15.4.07
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23.1.07
Não acaba nunca...
A imitação é patética
É querer ser outra pessoa, negando a si mesmo
Por pura falta de capacidade
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19.1.07
Yolanda
Esto no puede ser no mas que una cancion
Quisiera fuera una declaracion de amor
Romantica sin reparar en formas tales
Que ponga freno a lo que siento ahora a raudales
Te amo
Te amo
Eternamente te amo
Si me faltaras no voy a morirme
Si he de morir quiero que sea contigo
Mi soledad se siente acompañada
Por eso a veces se que necesito
Tu mano
Tu mano
Eternamente tu mano
Cuando te vi sabia que era cierto
Este temor de hallarme descubierto
Tu me desnudas con siete razones
Me abres el pecho siempre que me colmas
De amores
De amores
Eternamente de amores
Si alguna vez me siento derrotado
Renuncio a ver el sol cada mañana
Rezando el credo que me has enseñado
Miro tu cara y digo en la ventana
Yolanda
Yolanda
Eternamente Yolanda
Yolanda
Eternamente Yolanda
Eternamente Yolanda
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10.11.06
Nona Sinfonia
ou
"OUÇA NO VOLUME MÁXIMO"
Há muito deixei de lado meu tocador de MP3
Meus pensamentos surgem com tanto volume que mal ouvia os fones
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27.10.06
Ansiolítico
De tão complexos, meus sonhos andam me tirando o sono!
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15.9.06
A Palo Seco
Se você vier me perguntar por onde andei
No tempo em que você sonhava
De olhos abertos lhe direi
Amigo, eu me desesperava
Sei que assim falando pensas
Que esse desespero é moda em 2006
Mas ando mesmo descontente
Desesperadamente eu grito em português
Tenho 25 anos de sonho, de sangue
E de América do Sul
Por força desse destino
Um tango argentino me vai bem melhor que o Blues
Sei que assim falando pensas
Que esse desespero é moda em 2006
Eu quero é que esse canto torto
Feito faca, corte a carne de vocês
Na versão original, a data correta é 73. E não 2006.
Assista aqui
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8.9.06
"É como diz um amigo meu..."
Como eu sou pirado, tenho amigos pirados.
Que fazem coisas piradas.
Mas, às vezes, gosto de citar coisas piradas que eu mesmo faço, dando créditos a algum 'amigo pirado'.
É uma piração...
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3.9.06
Retrato em Branco e Preto
Já conheço os passos dessa estrada
Sei que não vai dar em nada
Seus segredos sei de cor
Já conheço as pedras do caminho
E sei também que ali, sozinho,
Eu vou ficar, tanto pior
O que é que eu faço contra o encanto
Desse amor que eu nego tanto, evito tanto
E no entanto volta sempre a enfeitiçar
Com seus mesmos tristes velhos fatos
Que num álbum de retratos eu teimo em colecionar
Lá vou eu de novo como um tolo
Procurar o desconsolo
Que eu cansei de conhecer
Nossos dias tristes, noites claras
Versos, cartas, minha cara, ainda volto a lhe escrever
Pra lhe dizer que isto é pecado
Eu trago o peito tão marcado
De lembranças do passado e você sabe a razão
Vou colecionar mais um soneto
Outro retrato em branco e preto
A maltratar meu coração
Ouça aqui
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13.8.06
Sí, Lula...yo soy San Pablo desde niño!!!
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11.8.06
Etílica
Depois que ela partiu, dei pra beber
Agora vivo embriagado de saudade
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2.8.06
Por capacho
Eram pés brancos. Finos e delicados. Que proporcionavam um andar balouçante. No salão, ela ia e vinha. Levando consigo meus olhos.
Eram pés inquietos. A levá-la pra lá e pra cá. Mas não fugia do meu olhar.
E conjeturava.
Por onde andaram aqueles pés? Por onde andariam? Qual o caminho, para se chegar a eles? Para se chegar a dona deles.
Era uma loira linda. Uma linda loira. Que prendeu minha atenção, assim que a vi.
Eu era um clandestino ali. Não era pra ter ido. Mas ela era a razão.
Ainda que eu não soubesse.
Talvez, se soubesse, não iria. Não teria, assim, o sofrimento da distância.
Não teria saudade.
Não me preocuparia com seus passos incertos. Ou, por onde andam aqueles pés. Não me entregaria.
Não ficaria a teus pés. Ateus pés.
Postado ao som de Dia de Enero, da Shakira
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20.7.06
Joni Mitchell - "Big Yellow Taxi"
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6.7.06
Caçador de Mim
Por tanto amor
Por tanta emoção
A vida me fez assim
Doce ou atroz
Manso ou feroz
Eu, caçador de mim
Preso a canções
Entregue a paixões
Que nunca tiveram fim
Vou me encontrar
Longe do meu lugar
Eu, caçador de mim
Nada a temer senão o correr da luta
Nada a fazer senão esquecer o medo
Abrir o peito a força, numa procura
Fugir as armadilhas da mata escura
Longe se vai
Sonhando demais
Mas onde se chega assim?
Vou descobrir
O que me faz sentir
Eu, caçador de mim
Ouça aqui
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29.6.06
Sou coringa, sou palhaço...
Posso não ter um nariz vermelho
Peruca ou roupas coloridas
Mas sou a alegria, em certos momentos
Quando menos você esperar, estará sorrindo comigo
Pois estará precisando
Sorrirá, se sentirá alegre e só se dará conta depois
Uma imitação, uma voz engraçada, uma conotação bem empregada
Ou um sorriso sincero
Eu saberei do que você necessita
Pois já precisei, e preciso
De muito
E sei o que é
Só não sei onde achar
Nem quem pode me dar
Leia ao som de Jokerman, do Bob Dylan
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25.6.06
I'm a cuckoo
I'm glad to see you
I had a funny dream
And you were wearing funny shoes
You were going to a dance
You were dressed like a punk but you are too young to remember
I'm glad to see you
I'm outside the house
I'm not thinking right today
I've got no energy
I'm glad that you are waiting with me
Tell me all about your day
Breaking off is misery
I see a wilderness for you and me
Punctuated by philosophy
I'm wondering how things could've been
I'm happy for you
You've made it hard for me
I counted on your company
You are staying with your friends tonight
I'm feeling sorry for myself
I keep taking everything to be a sign
I'm happy for you
But now I know this hurt is poison
Too sharp to be bled
I'm sitting on my empty bed
I'm on my empty bed
At night the fever grows it's pounding pounding
I'd rather be in Tokyo
I'd rather listen to Thin Lizzy-oh
And watch the Sunday gang in Harajuku
There's something wrong with me, I'm a cuckoo
Scary moment, lovin' every moment
I was high from playing shows
We lost a singer to her clothes
My trouble raised its ugly head
I was revealed
And I was home in bed
I was a kid again
Jesus told me, go after every coin like it was the last in the world
And protect the wayward child
But I'm a little lost sheep
I need my Bo Peep
You know I need My Shepherd here tonight
Breaking off is misery
I see a wilderness for you and me
Punctuated by philosophy
I'm wondering how things could've been
I'd like to see you
But really I should stay away
And let you settle down
I've got no claims to your crown
I was the boss of you
And I loved you
You know I loved you
It's all over now
And I was there for you
When you were lonely
I was there when you were bad
I was there when you were sad
Now it's my time of need
I'm thinking, do I have to plead to get you by my side?
I'd rather be in Tokyo
I'd rather listen to Thin Lizzy-oh
And watch the Sunday gang in Harajuku
There's something wrong with me, I'm a cuckoo
Assista aqui
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22.6.06
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Não tem de quê...
Muito obrigado por ter me dado a chance de me aproximar
De conhecer um pouco mais de você
Por me deixar ver o quanto você é especial
Muito obrigado pelos momentos de intimidade
Conversando sobre assuntos estritamente pessoais
Pelos segredos trocados
Muito obrigado por ouvir o que eu tinha pra dizer
Logo eu, que odeio falar de mim
Agradeço por me suportar
Muito obrigado por se esforçar pra entender meus pensamentos
Ainda que o esforço tenha sido em vão
Valeu a intenção
Muito obrigado por tentar se explicar
Mesmo sem notar que eu já havia entendido
O caminho deve ser, mesmo, outro
Muito obrigado pelo silêncio
E por me deixar silenciar
Às vezes, esse é modo mais eloqüente de se dizer algo
Muito obrigado por ser a prova, a experiência
De que eu não devo insistir comigo
Posso sair machucado
Muito obrigado por me deixar ver que as pessoas agem da mesma forma
E que o que muda é a nossa opinião a respeito delas
O que vemos, refletido no nosso modo de agir
Muito obrigado por me mostrar que sou ranzinza
Por, talvez, a maturidade ter chegado um pouco cedo demais
E que agora sou amargo
Muito obrigado por me ensinar a resignação
A voltar atrás, quando se convencer que não dá mais
A aceitar
Muito obrigado por ser um botão de rosa que não abriu
Por ser um amor-perfeito sem perfume
Um girassol num dia de nuvens
Leia ao som de Thank You, da Dido
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19.6.06
Porto Solidão
Se um veleiro repousasse na palma da minha mão
Sopraria com sentimento e deixaria seguir sempre
Rumo ao meu coração,
Meu coração na calma de um mar
Que guarda tamanhos segredos
Diversos naufragados e sem tempo
Rimas, de ventos e velas
Vida que vem e que vai
A solidão que fica e entra
Me arremessando contra o cais
Ouça aqui
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15.6.06
Beat Acelerado
Minha mãe me falou
Que eu preciso casar
Pois eu já fiquei mocinha
Procurei um alguém
E lhe disse meu bem
Você quer entrar na minha?
Acontece porém que eu não sei me entregar
A um amor somente
Quando ando nas ruas
Fico só namorando e olhando pra toda gente
Coração ligado
Beat Acelerado
Meu amor se zangou
De ciúme chorou
Não quer ficar mais ao meu lado
E hoje eu sigo sozinha
Sempre no meu caminho
Solta e apaixonada...
Ouça aqui
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14.6.06
"Se você não vem comigo, nada disso tem valor..."
ou
"Dos beijos que escrevi nos muros a giz..."
ou até
"Uma coisinha estúpida, que eu gosto de sentir, que é amar você..."
Gostaria de entender o procedimento de algumas pessoas.
Saber quais os critérios que usam para avaliar o próximo.
Isso porque anda-se dando muito valor a mentiras.
Não falo só das mentiras ditas.
Falo das mentiras sentidas. Dos sentimentos mentirosos.
Do apego repentino e passageiro.
Daquilo que se imagina e, por tanto tentar persuadir que é verdade, acaba-se acreditando também.
Uma mentira defendida a tal ponto que acaba por se convencer, a si próprio, que é verdade.
Troca-se sonhos sólidos por essas mentiras. Ilusões!
E uma hora isso acaba fartando.
Sobre isso, venho eu falar.
Sempre tive em mim que a verdade é sempre a melhor escolha.
E continuo acreditando que isso vale muito, hoje em dia.
Principalmente nos dias em que estamos vivendo.
Hoje em dia tudo é falso, mentiroso e engana.
Até os casamentos estão assim!
Os relacionamentos não são mais como eram antigamente.
Sei que não tenho idade pra usar "antigamente" como argumento, mas vou arriscar.
Quando se dizia "eu te amo" era porque se amava de verdade.
Atualmente isso é dito como se fosse um cumprimento:
"Olá, eu te amo!"
Todos os sentimentos estão se tornando descartáveis.
Usa-se, perde o gosto então descarta-se.
E com isso tudo e todos perdem a credibilidade.
De tão acostumados que estamos com pessoas dizendo ter sentimentos inefáveis por outras, que quando alguém, com sinceridade, diz que sente algo por nós, tendemos a não levar tão a sério.
E isso faz sofrer.
Saudade faz sofrer, pela distância. Mas é um "sofrimento bom". Pois sente-se saudade quando o reencontro é certo.
O que machuca de verdade é a desilusão.
O descaso, o abandono, a indiferença...
A dor de expor os sentimentos para alguém que não consegue compreender que é sincero.
Entendi que é bom que me case. Mas está difícil achar alguém que reconheça meus sentimentos e que tenha, também, sentimentos pra me retribuir.
Eu gostaria de acreditar que meus sentimentos terão valor um dia.
Que alguém reconhecerá que são sinceros.
Que não os trocarão por ilusões, tendo eles próprios por fantasias. Que não ouvirei mentiras. Ou não terei o silêncio como resposta, por não haverem sido correspondidos.
Leia ao som de Coisinha Estúpida, com Jane e Herondy
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10.6.06
Vida e Obra
Tive tanto, mas não soube dar valor
E, quando perdi, tornei a desejar
Quis mais do que podia dar conta
Mas aprendi a cuidar, do pouco, como se muito fosse
E ainda que o presente nada mostre
Sei que o futuro me reserva algo
Pois o passado me ensinou que
Por pior que esteja, um dia melhora
E não nos lembramos do ruim
Mas guardamos o bom como único
Aprendemos a rir do sofrido
E não sofremos mais com o igual
Pois, ainda que o sofrimento dure por um longo tempo
A gratificação por vencê-lo é maior
A cada dia oportunidades surgem
Portas se abrem
E, ao escolhermos uma em detrimento de outra
Não fazemos certo ou errado
Sofreremos se o caminho escolhido for o mais longo
Mas no fundo todos buscamos o caminho da Felicidade
E escolhemos aquele que, aparentemente nos fará feliz
Se tudo isso não for verdade, o caminho não era de todo errado
Ao menos nos ensinou que por ali não seríamos felizes
Mas no caminho em que não encontramos Felicidade
Outro pode fazê-lo
O nosso caminho não pode ser de outro
Outro pode não se achar feliz ao trilhá-lo
Se o seu caminho de Felicidade faz feliz a mais alguém
Dê-se por realizado
Você encontrou sua alma gêmea
Leia ao som de A Banda, do Chico Buarque
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9.6.06
Bem-vindo ao clube
"Parece que sempre tenho que passar por um teste"
Ronaldo, atacante da Seleção Brasileira de Futebol
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8.6.06
O Amor é Filme
O amor é filme
Eu sei pelo cheiro de menta e pipoca que dá quando a gente ama
Eu sei porque eu sei muito bem como a cor da manhã fica
Da felicidade, da dúvida, dor de barriga
É drama, aventura, mentira, comédia romântica
Um belo dia a gente acorda e hum...
Um filme passou por a gente
E parece que já se anunciou
O episódio dois
É quando a gente sente o amor se aboletar na gente
Tudo acabou bem,
Agora é o que vem depois
O amor é filme
Eu sei pelo cheiro de menta e pipoca que dá quando a gente ama
Eu sei porque eu sei muito bem como a cor da manhã fica
Da felicidade, da dúvida, dor de barriga
É drama, aventura, mentira, comédia romântica
É quando as emoções viram luz
E sombras e sons, movimentos
E o mundo todo vira nós dois
Dois corações bandidos
Enquanto uma canção de amor persegue o sentimento
O zoom-in dá ré e sobem os créditos
O amor é filme e Deus espectador!
"A gente podia ser como o pessoal do filme
Poder cortar as partes chatas da vida
Poder editar os acontecimentos
Num é?"
Ouça aqui
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7.6.06
"Os manos, pah!"
Dia desses a Milena me passou o endereço de um blog dela.
O quinto, talvez.
E nele eu achei a seguinte frase:
"Será que a Mana ainda tem Fé?"
Pois eu digo que o Mano ainda tem!
Considerando que Fé "é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem".
Uma vez que, olhando, não vejo saída, mas ainda me sinto confiante, isso só pode ser Fé.
É certo que ela só fez um jogo de palavras.
Acredito, piamente, que ela ainda tem muita Fé.
Companheira de vários anos (já não são mais só alguns) continuamos firmes no propósito que temos em nós.
E amigos.
Nossos pais se conhecem desde a mocidade deles.
E essa afinidade está tendo continuidade em nós.
Entra ano e sai ano. Companhias vêm e vão. Amores vêm em vão.
Mas nossa amizade continua.
Esse post é só pra protestar todo carinho que sinto por ela
Mi:
HOW!!!
Postado ao som do 217.
Com bastante alegria, mas sem rachar os Baixos!
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6.6.06
Da Teoria e da Prática
ou
Nem tão complicado assim
ou até
Somos assim ou nos fazemos assim?
Não raro, costumamos complicar demais as coisas.
Pensamos em nos empenhar numa desembestada carreira para singrar o pavimento com a preocupação de não sermos albarroados pelo automotor em elevada celeridade.
Quando só deveríamos atravessar a rua correndo, para que o carro que vem em alta velocidade não nos atropele.
Nos atrapalhamos com medos, sentimentos, carregamos traumas oriundos de um passado sofrível, nos afastamos pelos outros.
Quando a realidade trata apenas de um garoto querendo ficar perto de de uma menina. Quando deveríamos permitir que dois corações se aproximassem.
Ás vezes fantasiamos demais e amamos/vivemos de menos.
Um infindável número de livros, poemas, tratados e afins foram escritos para tentar explicar -ou entender- a Vida e o Amor (uma vez que ambos andam juntos).
Porém a Vida não mudou. O Amor continua o mesmo.
Por mais que se fale, a Vida segue seu rumo. E o Amor continua a espera de alguém que o acalente.
O Amor não existe porque falamos nele. Mas porque amamos.
Uma pessoa só aprende a falar de Amor a partir do momento que começa a amar.
Por outro lado, em certas ocasiões, palavras demais atrapalham.
Nesses últimos tempos eu percebi que o que eu mais posso querer é amar livremente você alguém.
Postado em silêncio
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5.6.06
Por onde andei
Desculpe estou um pouco atrasado
Mas espero que ainda dê tempo
De dizer que andei errado e eu entendo
As suas queixas tão justificáveis
E a falta que eu fiz nessa semana
Coisas que pareceriam óbvias até pr'uma criança
Por onde andei enquanto você me procurava
Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me faltava
Amor eu sinto a sua falta
E a falta é a morte da esperança
Como o dia que roubaram seu carro
Deixou uma lembrança
Que a vida é mesmo coisa muito frágil
Uma bobagem, uma irrelevância
Diante da eternidade do amor de quem se ama
Por onde andei enquanto você me procurava
E o que eu te dei foi muito pouco ou quase nada
E que eu deixei algumas roupas penduradas
Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me falta
Ouça aqui
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27.5.06
Eu te devoro
Teus sinais me confundem da cabeça aos pés
Mas por dentro eu te devoro
Teu olhar não me diz exato quem tu és
Mesmo assim eu te devoro,
Te devoraria...
A qualquer preço, porque te ignoro, te conheço
quando chove ou quando faz frio
Noutro plano te devoraria
Tal Caetano a Leonardo di Caprio
É um milagre... Tudo que Deus criou pensando em você
Fez a Via-Láctea, fez os dinossauros
Sem pensar em nada fez a minha vida e te deu
Sem contar os dias que me faz morrer
Sem saber de ti, jogado à solidão
Mas se quer saber se eu quero outra vida... Não...não
Eu quero mesmo é viver, pra esperar, esperar... devorar você
Ouça aqui
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22.5.06
Vou-me embora por Guareí - ou - Pra que lado fica Itapipoca?
Desespero maior foi quando as nuvens chegaram.
Até então, aquele bonito céu estrelado, de fim de maio, tinha servido pra afugentar o medo.
(sempre fui fascinado pelo céu...coisas de origens)
Mas a perspectiva de chuva me deixou mais apreensivo.
Já havia uma hora e meia que eu estava sentado ali, no meio do nada. O Alex partira com o bondoso estranho, que parara e oferecera carona até a borracharia mais próxima, e ainda não voltara.
E a idéia de passar o resto da noite escondido naquele mato úmido não era nada agradável.
Minha idéia inicial era ir por Sorocaba, até Porto Feliz, e daí, passando por Botucatu, até Macatuba, deixar o Alex.
Mas tivemos que passar por Itapetininga, pra deixar o Daniel, a Ingrid e a Mariana.
Por isso acabamos na deserta estrada que liga a rodovia Castelo Branco a Itapetininga, passando por Guareí.
Tínhamos, justamente, acabado de passar por Guareí, quando um enorme buraco entortou a roda diateira direita do meu carro, fazendo assim, com que o pneu murchasse.
O sofrimento começou já na hora de trocar o pneu, pois o macaco afundava no solo arenoso.
Mas o pior ainda estava por vir.
O estepe estava furado!
Estávamos a dezenas de quilômetros de qualquer lugar, celular sem sinal e, do único sítio próximo, quando chamei, não saiu ninguém.
Nisso, aparece um carro, na deserta estrada.
Era o, já citado, bondoso estranho.
Disse ele que havia um posto de combustíveis e serviços alguns quilômetros a frente.
Ele levaria um de nós até lá e traria de volta.
Então, o Alex pegou o estepe furado e foi com ele.
Só quando as lanternas da Montana do estranho sumiram na curva me dei conta de que estava completamente sozinho.
Os únicos sons que ouvia eram os grilos, vacas pastando e cachorros latindo ao longe.
Optei por não ficar ao lado do carro. Medo de ladrões ou sei lá o que me ocorreu.
Assim, eu coloquei uma jaqueta por cima da blusa de lã, pois o frio era intenso, peguei um saco plástico que havia no carro e levei comigo a chave de roda.
Ao lado de onde estava o carro, havia uma elevação no terreno, que levava a uma capela.
Subi por essa elevação até um certo ponto, escolhi um lugar no meio da grama de onde eu podia ver o carro, forrei o chão com o plástico e sentei.
Daí por diante foi esperar.
E como esperei.
Naquela escuridão, e com aquele silêncio, depois de um tempo, parecia haver passado uma eternidade. Mas, ao olhar no relógio, vi que tinham se passado apenas 15 minutos.
Eram 23h00 e o frio começava a aumentar.
Creio que foram uns momentos, ainda que forçados, propícios pra pensar.
Fazia muito tempo que eu não sentava apenas pra pensar. E, ali, eu não tinha mais o que fazer.
No meio dos meu pensamentos apareceu um Lada. Passou por onde estava o meu carro bem devagar. Foi até um pouco a frente e voltou.
Passou novamente em frente meu carro, deu uma volta e parou.
Me encolhi mais onde eu estava e apertei a chave de roda que estava na minha mão.
Então gritei:
- O que você quer?
- Precisa de ajuda? Moro num sítio logo a frente - respondeu ele.
Fiquei aliviado e agradeci, mas a ajuda já estava a caminho, expliquei.
E a espera continuou solitária.
As nuvens trouxeram mais frio, ao invés de água.
Fiquei a pensar que, aquela, era a terceira vez que algo acontecia, nas minhas muitas e constantes viagens.
E a segunda na mesma estrada, voltando do mesmo lugar!
Antes foi o alternador que não estava funcionando bem, por conta do regulador de voltagem.
A outra foi o suicída que se jogou de moto no meu carro, quando eu voltava de Ibitinga.
Mas nada que assuste. Ou me faça parar. Afinal, o suicida nem conseguiu o que queria!
O Alex só chegou com o estranho pra lá da 1h00!
Duas borracharias não atederam eles e tiveram que andar um bocado.
Daí em diante o Alex dirigiu o carro até a casa dele, pois eu estava exausto.
De tudo isso me restou um sentimento.
Estranho estar completamente sozinho e me sentir acompanhado. E às vezes, estar cercado de pessoas e sentir solidão.
Postado ao som de Hurricane, do Bob Dylan
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19.5.06
Eu penso estar vivendo uma ilusão / Sem saber se me quer ou não / Quem dera se a resposta fosse sim / Mas acho que já nem liga pra mim / Se for assim o meu coração / Sofre, só, sem você / Em vão bate, mais triste, então....
Mas ele ainda pode se alegrar / Se de repente você reparar / Que com você também aconteceu / Que sente amor tão grande quanto o meu... / Abra os olhos, veja quem te adora / E sonha com você no mundo afora / E volta só pra te dizer: Me namora...
Sublingual
Dia desses me deparei com uma das melhores definições da Língua Portuguesa que já li.
Ela é da jornalista e escritora Noemi Jaffe, colunista da Folha de São Paulo e autora do livro Todas as Coisas Pequenas.
O artigo dela versava sobre "Grande Sertão: Veredas" de Guimarães Rosa, e disse ela sobre nossa Língua:
"É uma prima distante e próxima a quem sentimos estranhamente familiares"
Dizia ela da complexidade e extensão desse idioma, que mais parece um código secreto.
E da quantidade infinda de pessoas que teimam em querer falar outro idioma sem, ao menos, saber falar (e escrever) a própria Língua pátria.
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17.5.06
Clandestino
Eu ando pelo mundo prestando atenção
Em cores que eu não sei o nome
Cores de Almodóvar
Cores de Frida Kahlo, cores
Passeio pelo escuro
Eu presto muita atenção no que meu irmão ouve
E como uma segunda pele, um calo, uma casca
Uma cápsula protetora
Eu quero chegar antes
Pra sinalizar o estar de cada coisa
Filtrar seus graus
Eu ando pelo mundo divertindo gente
Chorando ao telefone
E vendo doer a fome dos meninos que têm fome
Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela
(Quem é ela? Quem é ela?)
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle
Eu ando pelo mundo
E os automóveis correm para quê?
As crianças correm para onde
Transito entre dois lados, de um lado
Eu gosto de opostos
Expondo meu modo, me mostro
Eu canto para quem?
Eu ando pelo mundo e meus amigos, cadê?
Minha alegria meu cansaço?
Meu amor, cadê você?
Eu acordei
Não tem ninguém ao lado
Ouça aqui
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13.5.06
Metade
Eu perco o chão
Eu não acho as palavras
Eu ando tão triste
Eu ando pela sala
Eu perco a hora
Eu chego no fim
Eu deixo a porta aberta
Eu não moro mais em mim
Eu perco as chaves de casa
Eu perco o freio
Estou em milhares de cacos
Eu estou ao meio
Onde será que você está agora?
Ouça aqui
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10.5.06
Se fosse você
O cheiro de perfume. Os móveis antigos, de boa madeira. Pás do ventilador. Fios do computador. São coisas cotidianas. Como o é meu pensamento em você. A certeza de te lembrar, sem mesmo ter esquecido, ao ouvir aquela música.
Uma paixão refreada. Um amor incondicional. Contido, ainda assim. Um turbilhão de palavras, nunca ditas. Nem escritas. Por faltar oportunidade. Ou oportunismo, quem sabe?
A vontade de te ter ao meu lado. O desejo de te falar isso! Mas o medo de sofrer. O anseio por felicidade. Mas a expectativa de me ferir.
Tudo isso me faz menos eloquente.
Me faz amar em silêncio.
Me faz sofrer calado.
Leia ao som de Me Leva Junto Com Você, do Raça Negra
(Tá, é um pagode. Mas meu coração, em suas dores e ecos, não anda escolhendo gênero musical.)
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3.5.06
Diário de Bordo - ou - Nuestra Pequeña Viaje - ou até - Nosotros en la Argentina
Nós, na Argentina!
Mais uma viagem. Dessa vez, pra outro país.
Surgiu a oportunidade e fomos conhecer os 'hermanos'.
Quem começou tudo foi a Milena. Ela ficou sabendo da excursão e me perguntou o que eu achava.
"Claro que vamos", disse eu. Assim, a Ester e a Juliana foram chamadas e convidaram a Teinha. A Milena convidou o Leandro, que eu não conhecia e que topou.
O Lecão também foi convidado, mas não pode ir.
Tudo isso aconteceu meses antes da viagem. E, a cada dia, nossa expectativa aumentava. Mal podíamos esperar pra tirar a bendita foto "Nós, na Argentina".
Esperávamos que fosse tudo de bom. Porém, admitíamos a possibilidade de a lotação ser formada únicamente por gente idosa, e ficarmos isolados.
No dia 28/04 fomos pra Piratininga, onde o ônibus nos iria buscar. Esqueci de dizer, a excursão era de um pessoal do Paraná e veio até aqui só pra buscar a gente.
Não havia só idosos, afinal. Também havia moços e moças. Mas acabamos isolados, por opção. Nossa opção. Isso é uma outra história.
Nem em todo meu otimismo pude prever quão bons foram os momentos que passamos juntos. Mesmo os momentos desagradáveis só fizeram aumentar nosso carinho e, usando uma palavra que a Ester usou, cumplicidade de um para com os outros, do nosso pequeno grupo.
Rimos a valer. Tiramos fotos de tudo e todos. Desde bonitas cataratas até toscos motoristas de taxi e artistas de rua.
Tem uma foto, tirada dentro do ônibus, que não entendi até agora. Mas tudo bem. Risos.
E como não lembrar do Edgardo? O cara mais gente boa, carismático e agradável que conhecemos lá.
Ele nos acompanhou por tudo, nos fez rir, ajudou muito, além de ensinar o significado de 'algumas' palavras. Foi o nosso anjo-da-guarda, naquele país.
Tem mais gente que nunca esquecerei. Ou, lembrarei por um longo tempo, já que "nunca" é tempo demais:
A Natália, que eu chamava de Feia mas era bonita. O velhinho que assustava as crianças, era solteiro mas queria uma polaca. A Natália que tocava violão e tinha a voz da Shakira. A menina de Foz, que eu não lembro o nome mas lembro do sorriso. As duas loiras da pizzaria, que ficaram olhando pra mim e pro Leandro mas eram lésbicas! O Pigmeu, que odiava a gente e ficou embasbacado quando me viu sair do meu saco de dormir. O motorista do ônibus, que vendia oito pilhas por um Real. A Regiane de Foz, que marcou com a gente mas não foi ao parque. A minha "mIgUxA", que era Pro e ungiu a Milena com baba.
Enfim, foi uma viagem inesquecível. Por conta de pessoas inesquecíveis e acontecimentos memoráveis.
Pena que acabou. Acabou essa, pois já marcamos outra.
Postado ao som de Vida Real, dos Engenheiros do Hawaí
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26.4.06
Fadas
Devo de ir, fadas
Inseto voa em cego, sem direção
Eu bem-te-vi, nada
Ou fada borboleta, ou fada canção
As ilusões, fartas
A fada com varinha virei condão
Rabo de pipa, olho de vidro
Pra suportar uma costela de Adão
Um toque de sonhar sozinho
Te leva a qualquer direção
De flauta, remo ou moinho
De passo-a-passo passo...
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24.4.06
Meu Mel
Fica comigo meu mel
Tire o adeus das mãos
Não me entregue à solidão
Meu mel porque
Eu preciso de você
Lembra da nossa canção
Dos nossos sonhos,enfim
Que fazer de tantas coisas?
Sem ter você
O pedaço bom de mim
Meu mel não diga adeus
Eu tenho tanto medo
De ficar sem o seu amor
E pra sempre ser um ser só
Não vá, não saia de mim
Eu enlouqueço de vez
Chega mais
Pra eu olhar no seu olhar
E pedir mais uma vez
Meu mel não diga adeus
Eu tenho tanto medo
De ficar sem o seu amor
E pra sempre ser um ser só
Fica comigo meu mel
Tire o adeus das mãos
Não me entregue à solidão
Meu mel você
É o pedaço bom de mim
Não me entregue à solidão
Meu mel você
É o pedaço bom de mim
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20.4.06
Tunda de Relho
Houve um tempo em que a esperança ainda era viva.
Tempo de sonhos e planos. Quando fantasiar era permitido.
Não havia barreiras, nem impedimentos.
A respeito mútuo era uma realidade palpável.
Não existia maldade no coração das pessoas.
Um tempo que, hoje, é difícil acreditar que existiu.
Vivemos dias de amargura. Voltados para o individualismo.
As pessoas já não sentam em frente suas casas, para conversar com os vizinhos.
A violência não deixa. Ou, simplesmente, não se conhece o prórpio vizinho.
Não se cumprimenta mais as pessoas nas ruas. Conhecidas ou não.
Anda-se de cabeça baixa. Para não ver aqueles que insistem em andar de nariz empinado.
Fala-se aos cochichos, pois todo comentário pode atingir alguém. A desesperança é geral.
E o amor que nos resta, é nutrido dentro de nós mesmos.
Pois é difícil achar alguém que o reconheça. Ou mereça.
Mas, ainda assim, eu acredito num novo dia.
Com velhos costumes.
Postado ao som de Last Time I Saw Richard, da Joni Mitchell
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11.4.06
Não resisti...
...e comprei
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22.3.06
Uma base sólida
Ele nasceu no berço de ouro. Filho único, desde pequeno sempre foi muito mimado. Os pais faziam o que podiam pra ele. Sempre teve as melhores roupas, os melhores brinquedos. Era um garoto quieto, não dado a bagunça. Justiça seja feita, não era manhoso. Estudou nas melhores escolas. Falava inglês muito antes da maioria e tinha cursado informática, uma novidade na época. Entou na faculdade assim que saiu do colégio particular, sem precisar de cursinho. Assim que tirou carta, ao completar dezoito anos, o pai lhe deu um carro e uma moto, porém ele já dirigia desde os treze anos. Tinha planos de construir uma sólida carreira. Pensava em pôr um título na frente do nome. Porém, tudo isso deixou de fazer sentido depois que ele conheceu o amor quente e intenso de uma mulher.
Postado ao som de Esperando Por Mim, do Legião Urbana
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8.3.06
Por que não eu
Quando ela cai no sofá
So far away
Vinho à beça na cabeça
Eu que sei
Quando ela insiste em beijar
Seu travesseiro
Eu me viro do avesso
Eu vou dizer aquelas coisas
Mas na hora esqueço
Por que não eu
Por que não eu
Eu encomendo um jantar
Só pra nós dois
Se não tem nada pra depois
Por que não eu?
Você tá nessa rejeitada
Caçando paixão
Eu com a cara mais lavada
Digo: porque não
* Sei que é a terceira música seguida que publico, mas elas falam mais do qualquer coisa que eu tenha pra dizer.
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16.1.06
Bye bye, tristeza
Ninguém aquí é puro, Anjo ou Demônio
Nem sabe a receita de viver feliz
Não dá pra separar o que é
Real do sonho
E nem eu de você
E nem você de mim
E nem eu de você
E nem você de mim
Eu não to aqui pra sofrer
Vou sentir saudade pra quê?
Quero ser feliz
Bye bye, tristeza
Não precisa voltar
Já sei andar sozinho sem pedir
Conselho
Se eu sofrer, quem é que vai
Chorar por mim?
Já sei olhar pra mim
Sem precisar de espelho
Não me diga que não
E nem me diga sim
Não me diga que não
E nem me diga sim
Eu não to aqui pra sofrer
Vou sentir saudade pra quê?
Quero ser feliz
Bye bye, tristeza
Não precisa voltar
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8.1.06
Manhãs De Setembro
Fui eu quem se fechou no muro e se guardou lá fora
Fui eu quem num esforço se guardou na indiferença.
Fui eu quem em uma tarde se fez tarde de tristeza
Fui eu quem conseguiu ficar e ir embora.
E fui esquecida
Fui eu
Fui eu que em noites frias se sentia bem
E na solidão sem ter ninguém fui eu
Fui eu que em primavera só não viu as flores e o sol
Nas manhãs de setembro.
Eu quero sair
Eu quero falar
Eu quero ensinar o vizinho a cantar
Eu quero sair
Eu quero falar
Eu quero ensinar o vizinho a cantar, nas manhãs de setembro
Nas manhãs de setembro
Nas manhãs de setembro
Nas Manhãs...
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31.12.05
Dê-me Flores Em Vida
Não é raro acontecer de sentirmos que devíamos ter feito, ou dito, mais.
Geralmente nos arrependemos de coisas que não fazemos.
Atos errados, geralmente, não são o problema.
Ainda que errados, lutamos por cosertá-los.
Mas algo que deixamos de fazer, isso não tem volta.
Dificilmente teremos outra oportunidade. Elas são, via de regra, únicas!
Temos oportunidades pra tudo. Até pra consertar atos errados.
Mas se perdemos a oportunidade de fazermos algo, não nos será dada uma segunda chance.
Um gesto, um ato, uma frase, um olhar ou até, um silêncio, tendo chance, não perca.
Ainda assim existem horas que nosso melhor ato é esperar.
Nossa mente "apaga" ou "amortiza" as más recordações. De forma que, depois de algum tempo, só nos lembramos das coisas boas do passado.
E, ainda que nos recordemos de algo de ruim do passado, as boas lembranças sobrepujam ás más.
Porém, a frustação de ter deixado de tomar uma atitude, essa nos acompanha por um longo tempo.
E é amarga.
Todos os dias, mais e mais pessoas se arrependem de não terem dito aos seus que os amava, de não terem amado de verdade, de não terem exposto seus sentimentos (e por isso perderam a chance de um amor), de ter perdoado alguém antes que o mesmo partisse (inclusive dessa vida), enfim, de terem poupado atos sem saber que não terão chances de gastar outrora.
Tudo na nossa vida (ainda que não pareça) segue uma regra, uma ordem.
E temos a hora certa de fazer tudo. Tudo.
Entenda, o melhor é fazermos tudo. Tudo.
Mais vale a preocupação de refazermos algo que fizemos e não vingou do que a amargura de não haver feito.
Postado ao som de Why Whorry, do Dire Straits
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30.12.05
Tocando Sem Fazer Barulho
Depois do susto de quase ter minha conta no Blogger bloqueada, estou de volta.
Passei muito tempo sem escrever por estar, deveras, sem tempo, ânimo ou assunto, dependendo da ocasião.
Mesmo agora, tenho muito pra contar, mas me falta motivação.
Vou contar de onde vem essa apatia, ao menos isso não deixará esse post quedar vazio.
Tenho andado muito depressivo. Do nada, uma angústia me envolve de uma maneira tal que me desligo.
Por isso tenho me cercado de amigos e assuntos.
Não posso deixar um espaço de tempo vazio ou me entristeço.
Nos fins-de-semana, a curriola se forma e sai atrás de virações.
Meu carro está reavendo a velha alegria de rodar pelo estado.
Quase sorrio ao notar que minhas firulas e traquejos ainda trazem alegrias aos amigos.
Assim me distraio.
Mas não me divirto.
Prometo, mais uma vez, me esforçar e atualizar o blog sempre.
Entretanto, não sei se conseguirei cumprir.
Postado ao som de Naquela Mesa, do Nelson Gonçalves
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6.9.05
Frustração
Se eu soubesse que o Lula iria melhorar a Economia, como está melhorando, e acabar com o PT, como está acabando, eu teria votado nele já em 1989!
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28.6.05
O Suicida Frustrado
ou
Carro 7670 - Poltrona 25
Aconteceu dia desses (mas já era noite), por volta das 23h45.
Voltava eu de Ibitinga quando, pouco antes do trevo de Itaju, tudo se deu.
Notei, ao longe, uma moto que vinha na direção contrária.
Ao se aproximar de mim, ela passou para minha pista.
Assustado, joguei o carro para pista contrária, para poder me desviar dela.
Para minha surpresa, a moto voltou para pista dela, vindo, mais uma vez, em minha direção.
Dei mais uma guinada e voltei pra direita.
Mas ela insistiu em vir pra cima de mim.
Aí não deu mais jeito e a colisão aconteceu.
Foi uma pancada muito forte.
Pra você ter uma idéia do quão forte foi, meu carro já está há mais de um mês na oficina.
Desci desesperado, com a certeza de ter matado o condutor da moto.
Estava tudo muito escuro, pois eu estava sem faróis, a pista estava deserta e era uma noite sem lua.
Saí parecendo um louco, gritando para aquilo que eu imaginava já ser um cadáver.
Essa foi a pior hora.
Eu estava agitado, nervoso, preocupado, em pânico.
Andei de um lado pro outro procurando a tal pessoa, sem sucesso.
Foi quando, para meu desespero, surgiram os faróis de um carro, vindo pela pista.
Comecei correr na direção do carro, fazendo sinal para que o mesmo parasse.
O cara, assustado com a cena, passou para a pista ao lado, desviando de mim e intencionado a não parar.
Por sorte, ao passar pra pista contrária, o farol do carro iluminou o motoqueiro estendido no chão, algumas dezenas de metros à frente.
Imediatamente o cara do carro freou e parou o carro no acostamento.
Sem descer do veículo, no entanto.
Corri pra onde estava o motoqueiro e me agachei ao seu lado.
Fiquei ali, procurando algum sinal de vida. Mas certo de que ele já estava morto.
Então, de repente, notei que ele ainda respirava. Com dificuldade, mas respirava.
Ainda estava vivo.
Mais do que vivo, estava bem.
Sofreu apenas alguns arranhões e uma leve pancada na cabeça.
Ao colidir com meu carro, ele bateu no pára-brisas, rolou pelo teto e caiu na pista.
Perdeu capacete, jaqueta e as duas botinas.
E, se respirava com dificuldade, era porque estava c-o-m-p-l-e-t-a-m-e-n-t-e embriagado.
Então comecei a ligar pro resgate vir atendê-lo.
Mas por algum motivo não consegui falar em nenhum número de emergência.
A única saída que achei foi ligar pro pessoal de Ibitinga. De onde eu havia saído fazia pouco tempo.
Eles, então, entraram em contato com o Corpo de Bombeiros e solicitaram uma Unidade de Resgate.
Muito mais do que isso, vieram até o local do acidente e me fizeram companhia até tudo se resolver.
(Carla, mais uma vez obrigado. E desculpe pelo incômodo.)
A essa altura, vários carros já haviam parado, pois meu carro ficou no meio de uma das pistas e o cara estendido na outra.
Eu já estava mais tranqüilo e daí pra frente foi só burocracia.
O policial rodoviário que me atendeu era um velho conhecido (valeu Couto). Assim como o dono do guincho (valeu Luís).
Ambos de Pederneiras.
Eram 3h00 quando eu estava entrando na delegacia de Bariri, onde meu carro ficaria esperando a perícia.
A perícia não pôde comparecer ao local pois estava atendendo um acidente com vítima, nos arredores de Dois Córregos.
Voltei pra Jaú de carona com o policial rodoviário.
No dia seguinte (segunda-feira) fui buscar meu carro no pátio do guincho, em Bariri.
O Luís me disse que o dono da moto já a havia retirado.
Digo o dono da moto pois esse e o que a conduzia na noite anterior são duas pessoas distintas.
Ao retirar a moto do pátio ele informou ao Luís que o bêbado/condutor/quase-cadáver havia comentado, não havia muitos dias, que estava tentando se matar.
O cara deve estar com algum problema forte.
Não consegue nem se matar!
Graças a Deus não me aconteceu nada, nem um arranhão.
De resto, só sobrou o susto.
E a conta da funilaria.
Além de poder conhecer a linha Jaú-Ibitinga da empresa de ônibus Santa Cruz.
Postado ao som de Low Rider, do War.
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21.6.05
Sete Vírgula Cinco Milhas
Já é terça. Mas aqui estou pra postar sobre o fim-de-semana.
Meu sábado-e-domingo foi ótimo.
Passei momentos agradáveis, ao lado de pessoas que gosto muito.
E isso só serviu pra aumentar ainda mais minha felicidade.
Na tardinha de domingo fizemos algo que há muito eu não fazia.
Caminhada.
E não foi uma caminhada qualquer.
Foram doze exaustivos quilômetros.
Parte na beira da pista, parte no meio do pasto.
À noite. Pulando cercas e o escambau...
Teve até C.C.
Mas isso é uma piada interna e vocês não saberão o que é.
Já na cidade, e pouco antes de voltar pra Jaú, ouvi algo que queria muito.
Queria tanto que, ao ouvir, não pude me conter. Fui às lágrimas.
E quando digo que estou feliz, tenho motivos pra isso.
Tenho me sentido realizado.
Ou, estou sentindo que a realização está chegando na minha vida.
Várias mudanças, inúmeras alegrias...
Estou feliz!
E, no momento, é isso que importa.
Mas tenho meus planos. Principalmente pra dar continuidade a essa felicidade.
Estou vivendo um momento em que até a mais insossa canção faz sentido em cada uma das palavras.
Sabe quando você acorda e a primeira coisa que vem na sua mente é um pensamento feliz?
Pois bem. Estou assim.
*Escambau: Elemento substantivo masculino que significa E outras coisas, E mais coisas, Etc.
Postado ao som de What's Up, do Four non Blodes
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7.6.05
Lero-lero
Eu tenho!
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13.5.05
Belle & Sebastian?
Sim!!! Eis treze, dentre muitos motivos:
Beautiful
If You're Feeling Sinister
Get Me Away From Here, I'm Dying
Paper Boat
Seeing Other People
The Boy With The Arab Strap
I'm Walking Up To Us
Jonathan David
Like Dylan In The Movies
Don't Leave The Light On Baby
There's Too Much Love
Mary Jo
She's Loosing It
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30.4.05
Toda forma de Poder
- Pai, me compra uma escopeta?
- Claro que não! Onde já se viu?!?
- Ah! Compra pai. Eu quero uma escopeta!
- Já disse que não!
- Compra, vai. Não seja assim!
- Que mané escopeta?!? Nunca!
- Por favor, pai. Me compra uma escopeta.
- De uma vez por todas: não! Quem é que manda aqui?
- O senhor...mas se eu tivesse uma escopeta...
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18.4.05
Post à la Clarissa
Estou sem tempo pra escrever, sim. Meus últimos 3 posts foram publicados do computador do serviço. No parco tempo livre que tenho, vou à igreja, toco flauta, leio, fico ao lado dos mais próximos. Tudo longe do computador. Por falar em ir à igreja, dia 17 (domingo) fui à São Paulo. Na igreja do Brás, pela manhã e em São Caetano do Sul à tarde. Foi uma viagem bem proveitosa. Encontrei velhos e novos amigos. Enfim, foi um dia quase perfeito. Nada é totalmente perfeito. Só o amor, no nome daquela flor. O domingo foi fechado com chave de ouro por conta de uma ligação, no fim da noite.
Nessa viagem eu cheguei a uma conclusão. Às vezes somos maiores ou melhores que os outros. Sim, somos. Mas não por méritos próprios. São os outros que, tomando certas atitudes, se apequenam. Ou quando temos a chance de revidar uma provocação e não fazemos. "Não vou brigar..."
De resto, estou com saudade de mim: tenho passado pouco tempo comigo. Sou mais dos outros. Meus sentimentos não são meus, já que os sinto pelos outros. E são para os outros.
O coração segue bem. Batendo.
Quer ver os posts da Clarissa? Clica aqui
Postado ao som de Vai Passar, do Chico Buarque
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10.4.05
Paulo Melado do Chapéu Mangueira-Serralha
ou
O Jogo é Jogado
Nunca tive um livro de João Antônio.
Mas já li a maioria.
Na hora de comprar meus livros, sempre dou preferência a outros.
E João Antônio vai ficando.
Por sorte a biblioteca da faculdade tem quase todos.
Digo sorte, pois seus livros são um achado.
Pra mim, têm o mesmo valor que os livros de Cornélio Pires.
Mas esse já é um outro autor, outra classificação. Outro post!
Os livros de João Antônio têm algo que nem todos autores conseguem dar às suas obras.
Têm atmosfera.
Me fazem sentir saudades de uma época que não vivi.
A São Paulo das décadas de 60 e 70.
Lendo seus livros é como se eu estivesse vivendo aquilo tudo.
Você pode até sentir o arzinho fresco da madrugada paulistana, ao fazer a leitura.
Sua narrativa é intensa, cadenciada e seqüencial.
Para se ler de um fôlego só.
Quase adquiri um de seus livros dia desses.
Quase.
Nunca imaginei que a atendente da Livraria Nobel, no Shopping de Piracicaba, nunca tivesse ouvido falar de João Antônio.
Quase briguei com ela.
Mas guardei meu nervoso.
E meu dinheiro.
Pra comprar Malagueta, Perus e Bacanaço, quando o Submarino resolver disponibilizar.
Postado ao som de Dublê de Corpo, dos Heróis da Resistência
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8.4.05
Ora, Passarinho...
Não me peça pra falar de amor
Afinal, o amor não foi feito pra ser dito
Mas para ser sentido
Ser vivido
Não se descreve o amor com palavras
Se expressa com olhares
Você só saberá o que é o amor quando ele chegar pra você
E não uses de vãs procuras
Só encontrarás sentimentos secundários e superficiais
Ilusões
Saiba esperar
E ele te achará
E trará com ele uma certeza
Um preenchimento
Uma segurança
Será como achar uma letra para aquela melodia
Como um tenor, grave e melódico
Que afinará num duo com o, outrora solitário, soprano
Postado ao som de Passerà, na voz de Renato Russo
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12.3.05
Post pré-aniversário
A vida é um eterno perde e ganha:
Se foram os cabelos, chegou a barriga
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6.3.05
I've got the sunshine
Faz frio. Muito frio. E, além disso, há a solidão.
Todos os outros se foram.
Tudo ocorreu tão de repente que nem sei como aconteceu.
Estávamos todos lá. Então, uma porta se nos abriu.
Quando me dei conta estava saindo, a toda, com os outros.
E me vi sozinho. Com frio. Distante daquilo tudo que me aquecia.
Mas o que é pior: é tudo tão escuro!
Ei! Espere. O que é aquilo brilhando, lá adiante.
Está vindo em minha direção.
Sim, venha, meu ponto brilhante de luz. Venha me aquecer.
Puxa! Está aumentando. Sim, venha!
Venha pra mim!
PLAFT!!!
- Malditos insetos! Sujam todo meu capacete!
*Todos os anos, as usinas de açúcar e álcool da nossa região criam milhões de insetos em confinamento. Depois os soltam, como forma natural de combate às pragas que afetam a cana-de-açúcar. Esses insetos invadem e sujam nossas rodovias, nossas cidades e, o que é pior, nossas casas. Esse post me ocorreu, dia desses, quando ia de moto pra Igaraçu do Tietê.*
Postado ao som de Corações Psicodélicos, do Lobão
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4.3.05
Porque aqui é meu lugar
Estou de volta. E, desta vez, pra postar.
Passei muito tempo - muito mesmo - longe.
Só passava pra fazer pequenas mudanças.
Mas postarei regularmente, a partir de hoje!
O antigo 'O Que Estou Lendo' foi substituído pelo 'Músicas Que Ouço'.
Trocarei outras coisas aqui. A começar pelo Template.
Mas isso em outra oportunidade.
Algumas coisas mudaram, outras não.
Outras, ainda, se foram. Mas não deixaram saudades.
Mas deixa pra lá.
Pra outra oportunidade.
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31.7.04
Intempérie Humana
Era tudo diferente. As cores, os cheiros, as pessoas. Todos apressados. Ele parecia invisível para toda aquela gente.
A Capital era, realmente, muito diferente da sua cidade natal.
Estava a passeio. Portanto, tinha muito tempo livre. Gastava esse tempo conhecendo a grande metrópole.
Exótico mesmo, ele achou a rua Augusta. Ele nunca poderia imaginar algo desse tipo.
Mas os breves dias de férias se acabaram e ele teve que voltar para o interior.
Seus amigos acharam estranho, mas Roberto nunca mais compareceu nos ensaios da Orquestra.
Resolveu que não mais tocaria flauta doce.
Em algumas noites, antes de dormir, ele ainda pensa se teria a Augusta alguma coisa a ver com sua decisão.
Postado ao som de Um trem para as estrelas e Preciso dizer que te amo, do Cazuza
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21.7.04
Eu e eu mesmo, comigo!
Tá, tá bom....ok, vou postar.
Eu só não escrevi nada pois não havia nada a ser escrito.
Mas parece que você não me entende.
É eu sei...é sempre assim. Você não entende o que eu falo e fala que eu não te escuto.
Querem nada. As pessoas nem ligam pro meu blog.
Existem zilhões de coisas mais interessantes na Net pra se ler.
Amigos são aqueles que te visitam quando você está doente.
E, às vezes, nem os amigos fazem isso. Eu, por exemplo, odeio visitar doentes. Ainda que sejam amigos. Não sei o que falar pra uma pessoa doente.
Ultimamente não sei nem o que dizer no Blog.
Pode ser. Talvez isso tenha algo a ver. Mas ela é, antes, uma influência postiva. Não o contrário.
Ei...aumente o som...ahhhh...
Essa música é linda. Chama-se Paper Boat. É do Belle & Sebastian.
Claro...pra você é "apenas mais ou menos".
É sim. Sabe o que mais? Você não tem personalidade.
Mais que eu? Ha-ha. Essa foi a da semana.
Uma consciência tem mais personalidade que eu!
Postado ao som de Paper Boat, do Belle & Sebastian
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18.7.04
Só uma perguntinha...
Por que faz um tempão que não tem post novo?!?
- Porque eu não estou com saco pra postar nada!!!
Ah.
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8.6.04
Teste de raciocínio lógico
Já comentei aqui a enorme quantidade de testes que achamos pela Net, mas estou publicando mais este, pela engenhosidade. Pudera, foi o Einstein que criou.
Leva um tempo até você achar o caminho. Depois, tudo fica simples. A quem conseguir decifrar, é dado a honra de ter o nome incluído no "Hall da Fama".
Quer tentar?
Então clique AQUI!
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18.5.04
Interrogatório e Confissão
O advogado estava atrasado pra uma audiência e vinha em alta velocidade pela rodovia.
O policial pára o carro e, abrindo o bloco de multas, pede ao motorista a carteira de habilitação.
- Não tenho - responde o advogado - esse carro não é meu.
- E os documentos do veículo?
- Sei lá - responde o advogado - acho que eu vi no porta-luvas, quando larguei a minha arma.
- O senhor tem uma arma no porta-luvas? - perguntou o policial assustado.
- Sim, eu a coloquei ali depois de matar o dono deste carro e colocá-lo no porta-malas.
Em pânico, o policial vai até seu superior e conta a história. O Sargento vem até o carro e pede os documentos para o advogado que prontamente lhe entrega a habilitação e os documentos do carro. Ele então pede que o motorista abra devagar o porta-luvas. O advogado obedece, deixando que ele examine o porta-luvas vazio. Por fim, pede que abra o porta-malas, que também é aberto e está vazio.
Intrigado o Sargento pergunta ao advogado:
- Não entendo, o soldado que lhe abordou me disse que o senhor não era o dono do carro, que tinha uma arma e, com ela, tinha matado uma pessoa que estaria no porta-malas.
- Má vá! - exclama o advogado - só falta ele também ter mentido para o senhor dizendo que eu vinha em alta velocidade!
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Tecnologia, pra que te quero - parte 2
O Estorvo
Sabe aqueles dias que você se sente meio por baixo? Nada te consola. Lá fora, um tempo frio, aquela chuvinha que cai, e você sem nehum programa legal, sem ninguém pra estar ao seu lado...
Você começa a vaguear pela Net, de um lado pra outro, procurando algo de interessante. Sua auto-estima está lá pra baixo. Ninguém pra te dar uma palavra amiga.
Pare de se lamentar...seus problemas acabaram:
No site da Oddcast você encontrará uma garota que irá te dizer exatamente o que você quer ouvir. Principalmente porque será você mesmo que irá digitar a frase a ser dita. E ainda poderá escolher entre diversas vozes e linguagens diferentes
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14.5.04
A long, long time ago...
Vinte e poucos anos. Essa é minha idade. Quase não posso acreditar, mas a realidade é palpável demais para deixar dúvidas. Mas não me arrependo do que fiz. Me arrependo sim do que deixei de fazer.
"O tempo molda o caráter". É difícil compreender essa frase até termos um caráter moldado.
Esse é um post para para falar sobre um instituto da vida que, dependendo da atitude que tomamos, pode ser nosso aliado, ou nosso pior inimigo: o tempo.
Não devemos deixar o tempo passar, sem nos darmos conta. Isso não é bom. Pois a vida nos oferece, a cada instante, a chance de aprendermos, de passar por uma nova experiência, de adquirir um novo conhecimento. De ter a própria vida renovada a cada dia.
Nos aplicando em viver, poderemos, lá na frente, mostrar aos demais quão gratificante foi nossa vida. Teremos uma história pra contar.
Às vezes nos parece estranha, uma determinada situação que passamos na nossa vida. Só vamos entender seu real significado lá na frente, quando nos depararmos com uma situação análoga e usarmos o conhecimento adquirido para resolver o embaraço atual. Só entendemos o presente quando ele já é passado. E sentimos saudade. Não que viveremos de passado. Isso nunca. Mas usaremos o passado como um espelho do futuro. Com o passado (um bom passado) incrustado em nós, teremos uma base sólida para contruírmos um futuro de sucesso.
Viva cada momento que a vida te apresentar. Se ela te magoar, chore. Se te fizer feliz, sorria. Se te oferecer o amor, abrace. Mas faça cada coisa a seu tempo. E não tente mudar as regras, ou as coisas de lugar.
Tudo a seu tempo.
Postado ao som de:
Sobre o Tempo, do Pato Fu
Sobre o Tempo, do Nenhum de Nós
Apesar de serem homônimas são músicas totalmente diferentes.
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11.5.04
Por um toco de giz
Professor: (ô). [Do lat. professore.]
Sub. masc.
1. Aquele que professa ou ensina uma ciência, uma arte, uma técnica, uma disciplina; mestre: professor universitário; professor de ginástica.
2. Fig. Homem perito ou adestrado.
Tenho parado pra pensar no ofício de professor. Ou deveria dizer dom de ensinar? Porque dar aula é, antes de tudo, vocação. Tem-se que gostar.
Não é o fazer por fazer. É o ensinar, pelo bem que o conhecimento trará, no futuro, àquele que aprende. Não é ter que aguentar um monte de pirralhos buliçosos ou adolescentes incompreendidos/revolucionários, mas sim transformá-los pelo saber.
Os professores são aqueles que, além de conhecer, têm a capacidade de transmitir esse conhecimento. Não é aquele que somente prepara uma aula, mas aquele que se prepara para passar experiências de uma vida numa aula.
Que saberá o que dizer e não dirá o que decorou.
Numa época em que se preza a especialização, o "Doutor", esquece-se do trabalho árduo de um professor, para preparar uma pessoa para ser alguém na vida.
O sistema tem se tornado mais exigente para com os professores. Tem exigido o Mestrado e, em alguns casos, até o Doutorado. Só não se exige saber dar aula.
Tive o prazer de ter um professor, na faculdade, que não se dobrou ao canibalismo docente.
Formado em Direito, Promotor de Justiça, palestrante talentoso e professor! Não tinha ele vontade de se tornar Mestre.
Apresentou ao MEC tudo quanto já tinha experimentado na área (daria para se tornar Livre Docente), e o Ministério se viu forçado a expedir uma portaria, lhe concedendo o direito de dar aulas sem ter a graduação de Mestre.
Tenho 23 anos de idade e 17 de estudante. Na minha vida escolar tive o prazer de encontrar alguns reais professores.
Ei-los:
* Profª. Terezinha Naschif Gândara - Me ensinou o amor pela Língua Portuguesa
* Prof. "Seu" Carlos - O conhecimento encarnado
* Profª. Suad Haddad Barrach - Amiga da lousa
* Prof. Oswaldo Luiz Soares - Pelo amor ao ensinar
* Prof. Jorge João Marques de Oliveira - Pelas aulas precisas
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2.5.04
Magrelinha
O pôr do sol
vai renovar, brilhar de novo, seu sorriso.
E libertar da areia preta e do arco-íris
cor de sangue, cor de sangue
cor de sangue, cor de sangue.
O beijo meu
vem com melado, decorado, cor de rosa.
O sonho seu
vem dos lugares mais distantes, terra dos gigantes.
Super homem, super mosca
super carioca, super eu, super eu.
Deixa tudo em forma, é melhor.
Não sei
Não tem mais perigo, digo, já nem sei.
Ela está comigo, o som e o sol.
Não sei
O sol não adivinha
Baby é magrelinha
No coração do Brasil
Luiz Melodia
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29.4.04
"Às vezes na vida temos que parar para um balanço"
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Mini-Talento
Atualmente em voga, os mini-contos, mini-crônicas e mini-romances ganham margem na literatura mundial. Por aqui, temos até o lançamento de um livro, com diversos e renomados autores, dentro do estilo. Na manhã dessa monótona quinta-feira, aqui vai a minha colaboração:
- Mamãe, qual o sentido da vida?
- A morte, minha filha.
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27.4.04
Post Randômico
- Poirot, diga-me uma coisa: será que fiquei louco?
Para ter um desse no seu Blog, siga as instruções abaixo:
*Pegue o livro mais próximo;
*Abra-o na página 23;
*Escolha a 5ª frase;
*Publique-a junto com essas instruções.
Obs: Crítica aos blogueiros que atolam a Net com futilidades
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16.4.04
Sempre (e de novo) o Amor
Dia desses (de madrugada, é verdade) eu tentava achar um nick pra colocar no MSN Messenger, quando me veio à mente a seguinte frase:
"Antes um amor comedido do que uma paixão desenfreada"
Depois de alguns dias me pus a pensar nessa frase e vi que, mesmo sendo uma frase de momento, tem um embasamento muito que do verdadeiro.
Paixões desenfreadas são aquelas que vão com a mesma intensidade e rapidez com que vêm. Mas deixam pra trás muito desgosto, desilusão e, consequentemente, sofrimento. São ótimas no começo. Pensa-se serem eternas, imortais, invulneráveis. Mas bastam uns poucos dias, quiçá semanas, até meses, e tudo se acabou. Quer dizer, quase tudo. Restam as cicatrizes.
Existem pessoas que pensam ter achado o antídoto para esse mal. E se enfiam de cabeça, corpo e alma num novo (e pseudo) amor. Malfadadas criaturas! Não tardam a descobrir que se tratava de mais uma paixão. E sofrem.
Mas...
Não há felicidade no amar?
Sim, há. Mas saibamos diferenciar "amar" de "se apaixonar". Há felicidade para aqueles que sabem esperar a hora certa do amor acontecer na sua vida. Saber esperar (e reconhecer) o verdadeiro amor. Não que não existirão tropeços, erros e desgostos. Eles sempre nos acompanharão enquanto pisarmos nessa terra. Mas, tendo o amor dentro de si, e vendo esse amor sendo correspondido, fica fácil passar por essas barreiras. Amor é aquele que não se acaba, não termina. Antes se intensifica nos percalços que a vida impõe. Mais vale um amor, ainda que tardio, que te traga felicidade do que uma paixão que venha te trazer desventuras.
Por isso vos digo: não se apaixonem. Amem!
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Ainda assim, Londres
Sou totalmente avesso às cidades grandes, grandes metrópoles. Mas Londres é diferente. Moraria em Londres, com todo prazer. É uma cidade que me fascina. Suas ruas, seu clima e seus monumentos (tá, tá bom, o famoso 221b da rua Baker também). É certo que muitos gostam de Londres, e esses motivos citados acima não são suficientes, mas não sei explicar o que acontece comigo. É uma questão de feeling.
(Postado ao som de London Calling, do The Clash e London, London, do Caetano Veloso, na voz de Paulo Ricardo, acompanhado por um piano)
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Da disposição de alguns em "cuspir fogo"
Creio que nunca vou me acostumar com a atitude de alguns iguais. Me surpreende, até hoje, como alguém, ao invés de proferir palavras doces, prefere destilar todo o veneno contido em seu espírito. Às vezes uma simples brincadeira, um mero boato, pode se transformar numa grande bola de neve, envolvendo, inclusive, pessoas que estavam alheias a tal situação. Um distorce um fato daqui, outro acrescenta uma inverdade dali, e assim vai! Chega a tal ponto de não se distinguir mais o que é verdade e o que não. Viveríamos num mundo muito melhor se todos parassem pra pensar antes de falar. Há situações em que é muito melhor calar, e ouvir, do que proferir palavras torpes. Fica, então, essa conclusão: se não tens o que falar, cale. É melhor declarar ignorância em determinado assunto, do que opinar errôneamente.
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13.4.04
Tecnologia, pra que te quero?
A cada dia que passa eu descubro mais coisas inúteis nessa Internet. Hoje, por exemplo, descobri que digitando ".mirror.sytes.org" ao fim de qualquer endereço, aparece o site do mesmo ao contrário.
Experimentem aqui.
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5.4.04
Mensagem de Amor
Os livros na estante
Já não têm mais tanta importância
Do muito que eu li
Do pouco que eu sei nada me resta
A não ser a vontade de te encontrar
O motivo eu já nem sei
Nem que seja só para estar ao seu lado
Só pra ler no seu rosto
Uma mensagem de amor
A noite eu me deito e eu escuto
Uma mensagem no ar
Vagando entre os astros nada me move
Nem me faz parar
A não ser a vontade de te encontrar
O motivo eu já nem sei
Nem que seja só para estar ao seu lado
Só pra ler no seu rosto
Uma mensagem de amor
Essa é uma música muito bonita, escrita por Herbert Vianna e famosa nas versões de Lucas Santtana e da banda de rock dos anos 80 chamada Metrô.
A primeira estrofe parece que foi feita especialmente pra mim. Nunca achei uma música que falasse tão bem da minha situação. Digo minha, mas certamente que muitos moços (e moças) também estão nessa mesma situação. Chega uma hora na vida que nada mais importa. Quem ainda não tem uma pretendente busca uma mensagem de amor nos rostos desconhecidos que o cercam. Assim é na vida de todos. Uns acham sua metade mais cedo, outros mais tarde. Mas, ainda que não saibam o motivo, todos procuram alguém para estar ao seu lado.
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Madness on Canvas
Eu sempre fiz esses testes de personalidade que a gente encontra (aos montes) pela Internet, mas nunca havia me deparado com um resultado como esse. Risos. Sempre considerei o Salvador Dalí somente um louco pintor, e não um mestre (ele sequer sabia voltar troco). Mas vá lá.

Faça você também Que
gênio-louco é você? Uma criação de O Mundo Insano da Abyssinia
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24.1.04
Na formatura do 3º Colegial, fui o orador da minha turma.
Optei por não fazer um discurso mambembe e me guardei de cair na mesmice.
Formei par com um colega de classe, o Marcus Vinícius Benites, e demos forma não a um discurso, mas a um Conto.
Passada a formatura, o inscrevi no 3º Concurso de Contos, Crônicas e Poesias, promovido pela Biblioteca da Prefeitura Municipal de Pederneiras.
Pra minha surpresa, o Conto foi agraciado com o primeiro lugar. Posteriormente o mesmo foi publicado em livro.
Hoje, quase concluindo a faculdade, é engraçado reler esse Conto. É bom ver como certas coisas mudaram.
E é melhor ainda chegar a conclusão de que, certas coisas não mudam nunca!
Leiam
Certa vez, não me lembro perfeitamente quando, nem onde, um velho senhor me disse a sorrir:
"Vá ser verbo na vida!"
Ser verbo? Que é ser verbo? O velho nada me disse, apenas sumiu no espaço, no tempo, adentrando em meu coração e me guiando nessa difícil tarefa.
Então fui. Receoso, talvez contrariado. Mas fui, fui verbar.
Corri, parei, caí, comi, suei, chorei, senti, senti sim o vento no meu rosto e no meu cabelo.
Senti o mundo me abraçando, gostei de sentir, gostei tanto que até me esqueci do velho que, silencioso, me guiava aqui de dentro.
E entre as sensações de verbar eu aprendi, pouco a pouco, o que era ser verbo.
Aprendi que ser verbo é ver a vida com os olhos do Presente, pensando no Futuro.
E o Passado? Ah, o Passado. O Passado são recordações, flashes, experiências de onde devemos granjear frutos de circunspeção.
Descobri, enfim, que verbar era simplesmente viver. E como eu vivia!
No meio de tantos verbos conheci outro senhor. Este já não tão velho e que tinha a minha feição, o meu jeito.
Ele me ensinava sobre tudo e atendia pela alcunha de Pai.
Pai que um dia em meio às brincadeiras, me disse:
"Vá a escola, vá ser alguém na vida!".
Ser alguém na vida? O que era aquilo de novo?
Não houve tempo pra saber. Apenas fui. Guiado pelas mãos do destino, que tanto nos leva nessa jornada toda.
Fui com medo. Mas, dentro de mim, alguém sorria e me dava força.
Passaram-se anos. Muitos encontros, desencontros, barreiras e dificuldades.
Mas, enfim, cheguei até aqui. Graças ao tempo, esse grande sábio que nos faz gente e molda nosso caráter.
Hoje é minha formatura. O salão está cheio.
As pessoas bem vestidas. Os olhos, por toda parte, estão vivos. Alguns, marejados.
Instintivamente procuro em meio aos presentes a minha família. E lá, vejo meu pai. Orgulhoso por mim.
Nossos olhos se encontram e, mesmo de longe, sem poderem falar, os meus estão dizendo:
"Obrigado, meu pai. Obrigado por eu ser alguém na vida!".
Um dia, não sei quando, não sei onde, eu hei de tirar esse velho senhor do meu peito.
Colocá-lo na minha frente e dizer com todo amor que eu puder ter:
"Obrigado por me fazer verbo!"
"Obrigado por me fazer viver!"
Meus agradecimentos à professora Suad Haddad Barrach pela correção.
E pela sensibilidade, demonstrada em lágrimas, ao ler o manuscrito!
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11.12.03
Bom...esse é meu primeiro Post, mas, na verdade, não tenho nada a dizer.
Decidi fazer este Blog para expor minhas idéias e ideais.
Caso você não concorde com alguns(mas), não se preocupe. Não é o fim do mundo. Ainda está em tempo de você rever sua vidinha.
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